sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Curiosidades sobra a 28ª Copa das Nações Africanas

Começa amanhã a 28ª edição da Copa nas Nações Africanas. Talvez o terceiro torneio continental de maior importância entre seleções, atrás da Eurocopa e da Copa América. Disputada a cada dois anos, a Copa da África ou CAN-2012 será realizada em duas sedes: Guiné Equatorial e Gabão até o dia 12 de fevereiro. Essa será a segunda vez que a CAN será realizada em dois países. A primeira foi em 2000, quando Gana a Nigéria substituíram Zimbábue.

A edição de 2012 será a última em que o torneio será disputado em anos pares. A partir de 2013, a competição sempre acontecerá em anos ímpares. A próxima edição será realizada na África do Sul. Já em 2015, o anfitrião será Marrocos.

Dos 55 países filiados a Confederação Africana, apenas 16 finalistas estarão na disputa. Destes, apenas cinco já conquistaram a Copa anteriormente: Gana (quatro vezes) e Costa do Marfim, Marrocos, Tunísia e Sudão (uma vez cada). O atual tricampeão Egito está fora da disputa, assim como outros favoritos como Camarões, Nigéria e Argélia. Por outro lado, Guiné Equatorial (país sede), Niger e Botswana irão disputar a fase final do torneio pela primeira vez.
Confira abaixo grupos e o desempenho anterior dos 16 finalistas de 2012:
País    Participações    Melhor colocação    Ranking da Fifa
Grupo A           
G. Equatorial    0    Estreante    151º
Líbia    2    Vice (1982)    63º
Senegal    11    Vice (2002)    44º
Zâmbia    14    Vice (1974 e 1994)    79º
           
Grupo B           
Angola    5    Quartas de final (1998 e 2010)    84º
Burkina Fasso    7    Semifinal (1998)    62º
C. do Marfim    18    Campeão (1992)    16º
Sudão    7    Campeão (1970)    112º
           
Grupo C           
Gabão    4    Quartas de final (1996)    77º
Marrocos    13    Campeão (1976)    60º
Níger    0    Estreante    98º
Tunísia    14    Campeão (2004)    60º
           
Grupo D           
Botsuana    0    Estreante    96º
Gana    17    Campeão (1963, 65, 78, 82)    29º
Guiné    9    Vice (1976)    79º
Mali    6    Vice (1972)    67º
.
Entre as seleções favoritas ao título, Gana e Costa do Marfim largam na frente. Os dois países, aliás, são aqueles que mais contam com jogadores nos principais clubes da Europa. No elenco de Gana, os destaques são John Mensah (Lyon-FRA), Andre Ayew (Olympique de Marselha-FRA), Muntari (Internazionale-ITA), Vorsah (Hoffenhein-ALE), Badu e Kwadwo Asamoah (ambos da Udinese-ITA), além do Asamoah Gyan (do Al Ain, dos Emirados Árabes). As grandes ausências são Michael Essien, do Chelsea, e Boateng, do Milan, que preferiram ficar em seus clubes.

Já no elenco de Costa do Marfim, as estrelas são Drogba e Kalou (Chelsea-ING), Yaya Touré e Kolo Touré (Manchester City-ING), Gervinho (Arsenal-ING), Doumbia (CSKA Moscou-RUS), Tiéné (Paris Saint-Germain-FRA), e Keita (Al Sadd-CAT).

Dos 368 jogadores inscritos para a Copa das Nações Africana de 2012, 179, quase metade, jogam na Europa. São 61 na França, 16 na Espanha, 15 na Inglaterra, 15 na Turquia e 14 na Alemanha.
Veja aqui a relação dos 23 convocados de cada seleção (elencos CAN 2012).
Curiosidades:

- Três duplas de irmãos disputarão a Copa da África de 2012: Yaya e Kolo Touré, da Costa do Marfim; Andre e Jordan Ayew, de Gana, filhos de Abedi Pelé; e Betrand e Alain Touré, de Burkina Fasso.
- O Egito é o maior campeão da Copa Africana. Os faraós venceram 7 finais e são os atuais tricampeões do torneio. Em 2006, bateram Costa do Marfim na decisão. Em 2008, venceram Camarões  e em 2010, superaram Gana na decisão.

- Gana e Camarões aparecem na segunda posição no ranking de títulos, com 4 conquistas cada. O último título ganês, porém, foi há 30 anos, em 1982. Já os camaroneses venceram pela última vez em 2002, quando foram bicampeões.

- O jogo com mais gols na fase final, desde 1957, foi Egito 6 x 3 Nigéria, em 1963.
- O recordista de gols em uma única partida é Laurent Pokou, que anotou cinco gols, quando Costa do Marfim goleou a Etiópia por 6 x 1, em 1970.

- O gol mais rápido da Copa das Nações Africanas saiu em 1994. O egípcio Ayman Mansour abriu o placar aos 23 segundos no jogo contra o Gabão, no estádio El Menzah, na Tunísia.
- O jogador com mais partidas na CAN é Rigobert Song, zagueiro de Camarões, que disputou 36 jogos entre 1996 e 2010. Song é também o recordista de participações (oito), ao lado de Ahmed Hassan, do Egito.

- O técnico de Guiné Equatorial é o brasileiro Gílson Paulo, 62 anos, que assumiu no lugar do francês Henri Michel (carrasco do Brasil na Copa de 1986 e nas Olimpíadas de 2000).
- Guiné Equatorial conta também com outro brasileiro: o goleiro Danilo, que joga no América, de Pernambuco. Danilo joga por Guiné desde 2006, quando foi convencido pelo técnico brasileiro Antônio Dumas a se naturalizar. Outro brasileiro que já jogou por lá foi André Neles, o André Balada.

- Outro técnico brasileiro na Copa das Nações Africanas de 2012 é Marcos Paquetá, que irá dirigir a Líbia. Paquetá foi campeão mundial Sub-17 e Sub-20 com a Seleção Brasileira em 2003.
- Em 1980, o técnico brasileiro Otto Gloria foi campeão com a seleção da Nigéria.

- O camaronês Roger Milla, destaque na Copa do Mundo de 1990, foi artilheiro da Copa Africana em 1986 e em 1988.
- Outro camaronês, o atacante Eto’o, hoje no Anzhi, da Rússia, foi o artilheiro em 2006 e 2008.
- O recordista de gols em uma única edição foi Mulamba Ndaye, do antigo Zaire, com 9 gols em 1974.


fonte: IG

Gráficos e mapas desenvolvidos pelos ‘hackers do bem’

Desenvolvedores criaram os programas com base em dados do governo

Alagamentos SP é um exemplo do trabalho dos 'hackers do bem'. Site registra os bairros com mais incidência de alagamentos na capital paulista Reprodução

RIO - Mesmo com as dificuldades, os “hackers do bem” - aqueles que criam programas, gráficos e mapas com base em dados do governo - já disponibilizam muitos exemplos de sites que podem ajudar os cidadãos a entender como o governo faz uso dos recursos.

Segue uma lista do que já foi feito por diferentes grupos:

- Para onde foi meu dinheiro?: Gráfico mostra como o governo gasta os recursos.

- Cidade Democrática: Página em que os internautas podem apontar problemas de suas cidades e também criar propostas para estes problemas.

- Onde Acontece?: Mapa com dados de Segurança Pública do Rio Grande do Sul. Com o projeto, um grupo de seis brasileiros derrotou cerca de 400 concorrentes da América Latina.

- Xerifes do DF: Mapa com a localização de cada uma das zonas eleitorais do Distrito Federal e quem foram os políticos mais votados em cada uma delas.

- Alagamentos SP: Mapa com as regiões que mais sofreram com alagamentos na capital paulista. Há informações de 2004 a 2011.

- Cruzalinhas: Mostra quais são as linhas de ônibus, trem e metrô passam perto de um lugar de São Paulo.

- Prestação de Contas da Câmara Municipal de São Paulo - Gráficos mostram os gastos por vereador, por partido, por categoria e por fornecedor.

- LegisDados - Projeto que disponibiliza dados do Legislativo Brasileiro.

- Deputados Analytics: Traz gráficos com informações sobre a atuação dos parlamentares que exercem mandato na Câmara dos Deputados.

- Painel de Acompanhamento do Recadastramento no novo Sistema de Cadastro de Fornecedores - Traz um mapa com as unidades cadastradoras e os fornecedores em cada estado.

- Acidentes de Trabalho por Categoria no Brasil: Dados de 2002 a 2009.

- Portal de Dados Abertos da Cultura no Brasil: Traz informações do setor em vários formatos.

- Meu Combustível: Embora não seja uma informação de governo, foi feito pelos hackers da transparência. O mapa informa onde há postos de gasolina e quanto cada um cobra pelo litro de combustível.


fonte: o globo

‘Hackers do bem’ divulgam informações para a sociedade

Eles criam gráficos e mapas para informar a sociedade sobre transparência do governo

Os programadores (da esquerda para a direita) Renato Santos de Souza, Eden Cardos cardin, Thiago Rondon e Solli Honório, no Centro Cultural São Paulo. Eles venceram cerca de 400 concorrentes numa competição internacional Michel Filho / O Globo

RIO - Na imaginação de boa parte dos cidadãos, hacker é a pessoa que invade páginas da internet, causando por vezes enormes prejuízos operacionais. Mas existem grupos de desenvolvedores prontos para mudar este estereótipo. Já conhecidos como "hackers do bem", eles usam o tempo livre para criar programas e gráficos que mostrem, de forma simples e amigável, como o governo gasta os recursos. Também produzem e disponibilizam na internet mapas com informações sobre Segurança, Saúde e Educação.

Os primeiros grupos de desenvolvedores preocupados com a transparência pública surgiram há pelo menos três anos e ainda contam com um número restrito de adeptos que se comunicam por meio de listas na internet. Mesmo sendo poucos, eles têm feito bonito em competições internacionais da área. Nestas disputas, a organização estabelece um tempo para que as equipes criem um programa com base em dados disponibilizados por seus respectivos governos.

Em dezembro do ano passado, seis jovens brasileiros venceram cerca de 400 concorrentes da América Latina, após desenvolverem durante 30 horas seguidas um mapa da criminalidade no Rio Grande do Sul, onde é possível saber quais cidades têm maior incidência de um determinado crime.

- Nosso maior desafio é conseguir tratar os dados do que desenvolver a visualização em si. Enquanto o governo não liberar os dados de forma correta, fica mais difícil - explica o desenvolvedor Thiago Rondon, de 27 anos, membro de um grupo chamado Open Data e da equipe vencedora, que vai à Califórnia conhecer a sede da Google, como prêmio.

Estes grupos ainda encontram dificuldades para levar adiante a iniciativa, como a incipiência de dados abertos por parte do governo, ou seja, informações em formato adequado para serem lidos diretamente por programas de computador. O Portal Brasileiro de Dados Abertos funcionará como um grande índice para saber onde estão disponíveis este tipo de informações no governo, mas, por enquanto, existe apenas numa versão de teste. Segundo o ministério, o site ficará pronto somente abril.

- O portal será um ponto de referência, só que para isso acontecer é preciso que os órgãos passem a aderir aos dados abertos - explica o desenvolvedor Alexandre Gomes, de 34 anos, membro do grupo Transparência Hacker que contribuiu para criação do portal por meio de reuniões quinzenais com servidores do Ministério do Planejamento.

A criação da página faz parte das medidas para aumentar a transparência pública e o combate à corrupção, conforme o país se comprometeu no lançamento da Parceria para o Governo Aberto (OGP, sigla em inglês), firmada por oito países em setembro de 2011. Outras 43 nações já manifestaram interesse em participar. O evento contou, inclusive, com a presença dos presidentes do Brasil, Dilma Rousseff, e dos Estados Unidos, Barack Obama.

Pesquisador de Transparência Pública pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), Fabiano Angélico diz que colocar um portal de dados abertos no ar é importante. Mas não é a única medida a ser tomada.
- Não adianta disponibilizar o dado aberto, por mais bem intencionada que seja essa ação, se você não tiver pessoas que saibam de informática, de cidadania e de transparência.

Você tem que saber que informação realmente mais vai ajudar a combater a corrupção. Tem que ter uma equipe, cursos e treinamento para a sociedade em geral - disse ele, ressaltando que, embora o governo precise fazer sua parte, a sociedade também precisa se movimentar.